NEYMAR. LE DERNIER PRINCE DU FOOTBALL BRÉSILIEN VEUT REPRENDRE SA COURONNE

14 mai 2026

Le football moderne adore brûler ses idoles. Puis faire semblant de les regretter lorsqu’il est déjà trop tard.

Neymar en sait quelque chose.

Depuis plus d’une décennie, le numéro 10 brésilien est traité comme une contradiction vivante : immensément admiré, constamment attaqué, mondialement célèbre mais rarement regardé avec honnêteté. Comme si son talent était devenu tellement évident qu’il fallait désormais lui reprocher d’exister.

Pourtant, lorsqu’on prendra enfin un peu de recul sur cette époque, une évidence sautera aux yeux : Neymar fut probablement le dernier très grand prince romantique du football brésilien. Le dernier héritier direct de cette lignée qui reliait Garrincha à Zico, de Romário à Ronaldinho, et naturellement à Pelé.

Car au Brésil, le football n’est jamais seulement du football. C’est une religion populaire. Une esthétique. Une manière de survivre socialement. Une manière de transformer la pauvreté en génie collectif.

Et Neymar est né exactement au cœur de cette tradition.

À Santos, forcément. Comme Pelé.

Le symbole n’est pas anodin. Santos n’est pas un club comme les autres. Santos est une mémoire mondiale. Un sanctuaire. Le lieu où Pelé transforma définitivement le football en langage universel. Chaque joueur portant le maillot blanc de Santos avec le numéro 10 marche donc dans une cathédrale invisible.

Neymar l’a compris très jeune.

Il jouait avec insolence, créativité, déséquilibre et joie. Tout ce que le football contemporain tente progressivement d’étouffer sous des tableaux Excel, des statistiques et des algorithmes tactiques.

Puis vint Barcelone.

Et là, pendant quelques années, le football atteignit une forme de perfection presque obscène.

Messi. Suárez. Neymar.

Xavi. Iniesta.

Une constellation.

Probablement l’un des derniers moments où le football mondial ressemblait encore à un art collectif plutôt qu’à une industrie financière sous stéroïdes.

Neymar n’était pas un figurant dans cette histoire. Il en était une pièce centrale. Beaucoup oublient aujourd’hui à quel point il fut décisif dans les grandes campagnes européennes du Barça. Beaucoup oublient aussi qu’il possédait alors quelque chose d’extrêmement rare : la capacité de faire lever un stade entier simplement par une accélération ou un dribble impossible.

Puis arriva Paris.

Le PSG. Le Qatar. Nasser Al-Khelaïfi.

Et avec eux, le projet le plus ambitieux, le plus médiatisé et probablement le plus contradictoire du football moderne.

Le transfert de Neymar au Paris Saint-Germain en 2017 n’était pas un simple transfert. C’était une déclaration géopolitique. Le Qatar voulait déplacer le centre de gravité du football mondial. Et pour cela, il fallait une superstar capable d’incarner quelque chose de plus grand qu’un club.

Neymar était ce joueur.

Mais Paris fut aussi le lieu où le football moderne révéla toute sa toxicité médiatique. Chaque blessure devenait un procès moral. Chaque fête un scandale d’État. Chaque sourire une provocation. On ne jugeait plus seulement le joueur : on jugeait l’homme, le style de vie, l’attitude, parfois même le simple bonheur visible.

Étrange époque.

Des joueurs sans âme sont célébrés pour leur discipline robotique tandis qu’un génie créatif est constamment sommé de s’excuser d’être humain.

Et pourtant, malgré les blessures, malgré les campagnes de démolition permanentes, malgré les caricatures, Neymar reste l’un des rares joueurs de sa génération à avoir réellement laissé une trace émotionnelle mondiale.

Car le football n’appartient pas seulement aux statisticiens.

Il appartient aussi aux enfants.

Et des millions d’enfants ont voulu jouer comme Neymar.

Aujourd’hui, à l’approche de la Coupe du monde 2026, quelque chose se remet doucement en mouvement autour de lui. Une possibilité. Un dernier chapitre. Une dernière danse brésilienne.

Le monde du football adore les récits de rédemption lorsqu’ils sont déjà terminés. Mais Neymar, lui, pourrait encore écrire le sien en direct.

Et si le destin possède encore un minimum de sens esthétique, alors le football mondial pourrait bientôt revoir le Brésil sourire derrière un numéro 10 libre, imprévisible et incandescent.

Comme au temps de Pelé.

Comme au temps où le football faisait encore rêver avant de calculer.

Neymar restera pour moi ce joueur qui a délivré cette passe inoubliable à Sergio Roberto lorsque le Barça terrassa à la dernière minute le PSG. J’étais devant la télévision avec ma fille Jade. Inoubliable.

EN PORTUGAIS

 

O futebol moderno adora destruir seus ídolos. E depois fingir lamentar quando já é tarde demais.

Neymar sabe muito bem disso.

Há mais de uma década, o camisa 10 brasileiro é tratado como uma contradição viva: imensamente admirado, constantemente atacado, mundialmente famoso, mas raramente observado com honestidade. Como se o seu talento tivesse se tornado tão evidente que agora fosse preciso culpá-lo simplesmente por existir.

No entanto, quando finalmente houver um pouco de distância histórica desta época, uma evidência saltará aos olhos: Neymar foi provavelmente o último grande príncipe romântico do futebol brasileiro. O último herdeiro direto daquela linhagem que ligava Garrincha a Zico, Romário a Ronaldinho e, naturalmente, a Pelé.

Porque no Brasil o futebol nunca é apenas futebol. É uma religião popular. Uma estética. Uma forma de sobrevivência social. Uma maneira de transformar pobreza em genialidade coletiva.

E Neymar nasceu exatamente no coração dessa tradição.

Em Santos, evidentemente. Como Pelé.

O símbolo não é insignificante. O Santos não é um clube como os outros. O Santos é uma memória mundial. Um santuário. O lugar onde Pelé transformou definitivamente o futebol em uma linguagem universal. Todo jogador que veste a camisa branca do Santos com o número 10 caminha, portanto, dentro de uma catedral invisível.

Neymar entendeu isso muito cedo.

Ele jogava com insolência, criatividade, desequilíbrio e alegria. Tudo aquilo que o futebol contemporâneo tenta progressivamente sufocar sob planilhas de Excel, estatísticas e algoritmos táticos.

Então veio Barcelona.

E ali, durante alguns anos, o futebol atingiu uma forma de perfeição quase obscena.

Messi. Suárez. Neymar.

Xavi. Iniesta.

Uma constelação.

Provavelmente um dos últimos momentos em que o futebol mundial ainda se parecia mais com uma arte coletiva do que com uma indústria financeira dopada por esteróides.

Neymar não era um figurante nessa história. Ele era uma peça central. Muitos esquecem hoje o quanto foi decisivo nas grandes campanhas europeias do Barça. Muitos esquecem também que ele possuía algo extremamente raro: a capacidade de fazer um estádio inteiro levantar apenas com uma arrancada ou um drible impossível.

Depois veio Paris.

O PSG. O Catar. Nasser Al-Khelaïfi.

E com eles, o projeto mais ambicioso, mais midiático e provavelmente mais contraditório do futebol moderno.

A transferência de Neymar para o Paris Saint-Germain em 2017 não foi uma simples transferência. Foi uma declaração geopolítica. O Catar queria deslocar o centro de gravidade do futebol mundial. E para isso precisava de uma superestrela capaz de representar algo maior do que um clube.

Neymar era esse jogador.

Mas Paris também foi o lugar onde o futebol moderno revelou toda a sua toxicidade midiática. Cada lesão se transformava em julgamento moral. Cada festa, em escândalo de Estado. Cada sorriso, em provocação. Já não se julgava apenas o jogador: julgava-se o homem, o estilo de vida, a atitude, às vezes até a simples felicidade visível.

Tempos estranhos.

Jogadores sem alma são celebrados por sua disciplina robótica enquanto um gênio criativo é constantemente intimado a pedir desculpas por ser humano.

E ainda assim, apesar das lesões, apesar das campanhas permanentes de destruição, apesar das caricaturas, Neymar continua sendo um dos raros jogadores de sua geração que realmente deixou uma marca emocional mundial.

Porque o futebol não pertence apenas aos estatísticos.

Ele também pertence às crianças.

E milhões de crianças quiseram jogar como Neymar.

Hoje, às vésperas da Copa do Mundo de 2026, algo começa lentamente a se mover novamente ao redor dele. Uma possibilidade. Um último capítulo. Uma última dança brasileira.

O mundo do futebol adora histórias de redenção quando elas já terminaram. Mas Neymar ainda pode escrever a sua ao vivo.

E se o destino ainda tiver um mínimo de senso estético, então o futebol mundial poderá em breve voltar a ver o Brasil sorrir atrás de um camisa 10 livre, imprevisível e incandescente.

Como nos tempos de Pelé.

Como nos tempos em que o futebol ainda fazia sonhar antes de começar a calcular.

Neymar permanecerá para mim como aquele jogador que deu aquele passe inesquecível para Sergi Roberto quando o Barça destruiu o PSG no último minuto. Eu estava diante da televisão com minha filha Jade.

Inesquescivel.

Stéphane Riand

Licencié en sciences commerciales et industrielles, avocat, notaire, rédacteur en chef de L'1Dex (1dex.ch).

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